sábado, 22 de fevereiro de 2014

Excelência no atendimento

- Ontem fui num restaurante, horrível! A comida era até boa, mas o atendimento era péssimo. 

Quantas vezes você ouviu ou falou isso para algum amigo? Essa fala é mais comum do que imaginamos e isso não se resume a restaurantes, bares ou botecos. Mais do que um produto de qualidade (algo que se tornou obrigação nos dias de hoje), as empresas devem se especializar na gestão da qualidade no atendimento. Muitos empresários não se apegam a esse detalhe e perdem milhares de reais/dólares. Muitos clientes preferem pagar mais caro por um atendimento diferenciado, com qualidade.




O que define qualidade? 
Há muitas definições e todas são plausíveis, mas a que eu acredito que se enquadre melhor é a de superar as expectativas. Quando um atendimento consegue agregar esse valor, consequentemente manterá uma boa carteira de clientes. 

Um bom produto vende-se sozinho, um atendimento de qualidade vende qualquer produto e por um longo período.


O que é qualidade no atendimento?
Mais do que simplesmente ter um sorriso estampado no rosto e um bom discurso, um atendimento de qualidade exige agilidade, confiança, segurança e o mais importante de tudo: respostas rápidas e solução de problemas. O cliente que entra em contato com determinada empresa busca informações, a resolução de uma situação. Ele estará sempre avaliando intuitivamente cada palavra e gesto do atendimento.

Como mensurar a qualidade?
Empresários gostam de números, de estatísticas para fazer uma avaliação geral. É possível colocar isso em números no papel? Sim! Existem duas formas de mensurar a qualidade, através das pesquisas qualitativa e quantitativa

Um profissional de comunicação deve, antes de tudo, prezar pela qualidade e eficiência no atendimento, usando de ferramentas de controle simples. Podendo ser:
  • Caixa de sugestões
  • Avaliação no atendimento
  • Ouvidoria
  • Auditoria
  • Monitoramento periódico no atendimento
Enfim, no mundo dos negócios não há mistério, basta entender a real necessidade da sociedade e atendê-la de forma eficiente. Só fracassa quem não é proativo e resiliente.

Formei, e agora?

Alguns colegas me perguntam sobre vagas para RP e sempre busco dar a mesma resposta, então resolvi criar um post específico com minhas sugestões e buscar orientações de outros profissionais que trabalham na área. 

Antes de mais nada devemos ter a percepção de que o mercado goiano ainda não é um mar de rosas para os profissionais de comunicação em geral, mas esse cenário vem mudando drasticamente nos últimos anos. A revolução digital tem exigido com que as empresas se posicionem estrategicamente no mercado. Os clientes agora são mais exigentes, buscam informações na web e esboçam criticas em seus perfis, blogs, fóruns, grupos e comunidades digitais.


É com esse cenário em mente que o profissional de Relações Públicas deve buscar seu espaço no mercado. Dificilmente iremos encontrar uma vaga para RP que siga a risca as nossas reais competências, mas podemos usá-la como um laboratório de experiências no qual você poderá mostrar muito mais do que seu chefe exigia na contratação.

Pera aí! Então, Guilherme, você tá me falando pra aceitar qualquer emprego? 
Não. Minha sugestão é que se escolha cargos que tenham uma abertura, mesmo que mínima, para exercer algumas ações de RP. Mas cuidado, tem muitos profissionais no mercado que se aproveitam de nosso trabalho para se promover. Caso veja que está sendo lesado, não se preocupe com esse emprego, há muitas empresas que buscam um profissional com suas competências, eles só não sabem disso.

Não encontrei nenhuma vaga, o que fazer?
Faça um currículo que seja a sua cara. Sabe aqueles projetos acadêmicos que você sempre achou um saco fazer? Agora ele vai ter serventia. Crie um documento com todos os trabalhos que você fez ao longo da sua carreira, seja na faculdade, seja em estágio, mostre o que você tem para oferecer. Se possível, faça um portfólio com esses trabalhos e mostre os resultados que ajudou a alcançar. O mercado exige resultados, não bons discursos de "eu posso fazer isso". 

Por fim. Não se intimide. Muitos querem buscar emprego da poltrona do computador, isso não vale. Observe que todos os locais que você frequenta pode ser um emprego em potencial, veja os detalhes e como pode contribuir para melhorar a comunicação do local. Se mostrar interessado e capaz de ajudar é sempre bem visto pelos chefes.


Bônus: Não chegue pedindo de cara 3 mil como salário. Seja humilde, faça um acordo. Aceite receber menos inicialmente, proponha um período teste para que você conheça a empresa e para que ela te conheça. Ganhe confiança e mostre serviço. Dentro de alguns meses, sente novamente com seu chefe e apresente os resultados em um powerpoint, com gráficos e faça uma cópia impressa. Esse é um diferencial que vai agradar.

Texto publicado originalmente em: http://turmarp.blogspot.com.br/2014/01/formei-e-agora.html